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Comentários sobre Gamificação
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Por Alfons Heinrich Altmicks
O
artigo de Bissolotti, Nogueira e Pereira (2014) procura situar as questões
contemporâneas da Educação a Distância (EAD), sobretudo a apropriação dos novos
formatos digitais, entre os quais, as redes sociais e os games, no rol das
teorias pedagógicas, que os autores concebem como as mais apropriadas para o
desenvolvimento das atividades educacionais em EAD, quais sejam, o
sócioconstrutivismo e – o seu desdobramento - a cognição situada. Bom, tenho
lido, já há algum tempo, autores que procuram fundamentar as propostas de uso da
EAD e dos seus elementos nos paradigmas educacionais da primeira metade do
século XX. Confesso discordar desse movimento.
As teorias da primeira metade do
século passado possuem limitações históricas obvias, o que as impede de serem,
plenamente, adaptadas ao contexto educacional contemporâneo. Entendam, não ouso
afirmar que as ideias Piagetianas ou Vygotskianas tenham perdido o significado
ou que sejam desimportantes. As ideias não morrem, nem envelhecem, mas perdem,
talvez, a sua aplicabilidade. Em lugar de Piaget ou de Vygotski, possivelmente,
seria mais interessante situar a EAD em plataformas paradigmáticas mais
fluídicas, como a Rizomatia, de Guatarri e deleuze, a Modificabilidade
Estrutural Cognitiva, de Feuerstein, ou a Autopoiese, de Maturana.
O
artigo de Santos e Freitas (2017) representa uma tentativa de identificar o
“estado da arte”, em relação às pesquisas sobre a presença da gamificação na
Educação. Os autores estabelecem categorias para análise do material
consultado, muito provavelmente, com o intuito de selecionar aquilo que usarão
em futuras investigações. Com esse movimento, terminam por fornecer um bom
painel de possibilidades de abordagens teóricas para o tema da gamificação.
O
artigo de Klock et al (2014) busca identificar as estratégias de gamificação,
utilizadas em dez modelos de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA). Os
autores começam por teorizar sobre características e categorias, presentes à
gamificação. Em seguida, descrevem os AVA, caracterizando as suas iniciativas.
Chama a atenção que os AVA selecionados possuem características propícias à
gamificação ou à interação em rede (formato de rede social). Por fim, os
autores analisam os AVA, correlacionando as suas características àquelas
próprias da gamificação. Achei o trabalho muito descritivo, embora
interessante. Talvez, os autores o tenham aprofundado, em outra oportunidade.
REFERÊNCIAS
BISSOLOTTI, Katielen;
NOGUEIRA, Hamilton Garcia; PEREIRA, Alice Theresinha Cybis. Potencialidades das
mídias sociais e da gamificação na educação a distância. Novas Tecnologias na Educação, CINTED/ UFRGS. Joinville-SC, 12 nº
2, p 1-11, dez, 2014.
KLOCK,
Ana Carolina Tomé et al. Análise das técnicas de Gamificação em Ambientes
Virtuais de Aprendizagem. Novas
Tecnologias na Educação, CINTED/ UFRGS. Joinville-SC, 12 nº 2, p 1-10, dez, 2014.
SANTOS, Júlia de Ávila dos;
FREITAS, André Luís Castro de. Gamificação Aplicada a Educação: um Mapeamento
Sistemático da Literatura. Novas
Tecnologias na Educação, CINTED/ UFRGS. Joinville-SC, 15 nº 1, p 1-10, jul, 2017.

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