Avaliação em EAD
- Por Alfons Heinrich Altmicks
Sobre avaliação, no geral, penso que deve ser
marcada por certa coerência pedagógica, ou seja, a avaliação tem que ser
encarada como mais um momento de aprendizagem, que não destoa dos demais,
propostos pelo professor. Sinceramente, acho estranha concepção de alguns
colegas sobre avaliação, sobretudo quando pretendem construir uma ruptura entre
o momento avaliativo e as outras atividades em sala. Penso, também, que
avaliação não precisa ser depreciativa. Segundo o modelo de avaliação vigente
no nosso país, as pessoas que erram são consideradas pouco capazes, indolentes,
preguiçosas etc. Isso faz com que a pessoa seja depreciada, afastando-a da
aprendizagem. Precisamos compreender que o erro é caminho para a aprendizagem,
tanto quanto o acerto. Se as pessoas erram, é porque estão tentando aprender;
não precisamos desmotivar o aluno.
Sobre a avaliação na EAD, a experiência que
tenho (como professor-formador e tutor) me diz que a avaliação tem que ser
processual, homeopática mesmo, até para auxiliar o aluno a estar sempre
produzindo e, portanto, aprendendo. Como tudo na EAD é colaborativo, então, a
avaliação atende a um imperativo de construção coletiva do conhecimento. Isso
se traduz em aprendizagem. Claro que, assim como no presencial, temos que
conviver com o sistema de notas, mas não penso que isso define o aluno da EAD.
Sobre o sistema de notas, é imprescindível que o aluno tenha acesso ao barema
com o qual será avaliado. Por isso, junto com o anunciado da avaliação,
precisamos disponibilizar, também, os critérios de avaliação.
Outro elemento que acredito ser essencial ao
processo avaliativo na EAD é a pluralidade de propostas avaliativas. As
possibilidades de avaliação são imensas na EAD, com requinte de formatos e
modelos. Precisamos ampliar as propostas avaliativas para além da reprodução
das avaliações tradicionais, típicas de sala de aula presencial. Por exemplo,
achei incrível a ideia do glossário colaborativo. A gente aprende barbaridade
com uma atividade desta. A única ressalva é que deveríamos poder contribuir com
os conceitos dos colegas. Acho que, desta forma, a atividade avaliativa ficaria
ainda mais rica. Este tipo de avaliação é muito bem-vinda na minha sala de
aula. Afinal, temos tantos recursos à nossa disposição, seja no presencial ou
na EAD. No presencial, o que nos impede de usar o Moodle, o Blackboard ou o
Google for Education, no sentido de melhorar a dinâmica das nossas aulas e das
nossas avaliações?
Li o texto do professor Eniel, escrito em
conjunto com Luiz Carlos Sacramento de Luz Luz. Confesso que fiquei feliz por
perceber que o que penso sobre avaliação encontra eco em pesquisadores deste
quilate. Realmente, ainda há, especialmente no ensino superior, uma cultura de
usar a avaliação como elemento potencializador da vaidade docente. Aquele
colega professor que se gaba de reprovar em massa. Isso é bobagem. Do alto da
Pós-Modernidade, na qual as certezas são tão difusas, não dá para manter a pose
de detentor da Verdade.
Abraços a todos.

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