domingo, 4 de novembro de 2018


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Avaliação em EAD




- Por Alfons Heinrich Altmicks


Sobre avaliação, no geral, penso que deve ser marcada por certa coerência pedagógica, ou seja, a avaliação tem que ser encarada como mais um momento de aprendizagem, que não destoa dos demais, propostos pelo professor. Sinceramente, acho estranha concepção de alguns colegas sobre avaliação, sobretudo quando pretendem construir uma ruptura entre o momento avaliativo e as outras atividades em sala. Penso, também, que avaliação não precisa ser depreciativa. Segundo o modelo de avaliação vigente no nosso país, as pessoas que erram são consideradas pouco capazes, indolentes, preguiçosas etc. Isso faz com que a pessoa seja depreciada, afastando-a da aprendizagem. Precisamos compreender que o erro é caminho para a aprendizagem, tanto quanto o acerto. Se as pessoas erram, é porque estão tentando aprender; não precisamos desmotivar o aluno.


Sobre a avaliação na EAD, a experiência que tenho (como professor-formador e tutor) me diz que a avaliação tem que ser processual, homeopática mesmo, até para auxiliar o aluno a estar sempre produzindo e, portanto, aprendendo. Como tudo na EAD é colaborativo, então, a avaliação atende a um imperativo de construção coletiva do conhecimento. Isso se traduz em aprendizagem. Claro que, assim como no presencial, temos que conviver com o sistema de notas, mas não penso que isso define o aluno da EAD. Sobre o sistema de notas, é imprescindível que o aluno tenha acesso ao barema com o qual será avaliado. Por isso, junto com o anunciado da avaliação, precisamos disponibilizar, também, os critérios de avaliação.

Outro elemento que acredito ser essencial ao processo avaliativo na EAD é a pluralidade de propostas avaliativas. As possibilidades de avaliação são imensas na EAD, com requinte de formatos e modelos. Precisamos ampliar as propostas avaliativas para além da reprodução das avaliações tradicionais, típicas de sala de aula presencial. Por exemplo, achei incrível a ideia do glossário colaborativo. A gente aprende barbaridade com uma atividade desta. A única ressalva é que deveríamos poder contribuir com os conceitos dos colegas. Acho que, desta forma, a atividade avaliativa ficaria ainda mais rica. Este tipo de avaliação é muito bem-vinda na minha sala de aula. Afinal, temos tantos recursos à nossa disposição, seja no presencial ou na EAD. No presencial, o que nos impede de usar o Moodle, o Blackboard ou o Google for Education, no sentido de melhorar a dinâmica das nossas aulas e das nossas avaliações?

Li o texto do professor Eniel, escrito em conjunto com Luiz Carlos Sacramento de Luz Luz. Confesso que fiquei feliz por perceber que o que penso sobre avaliação encontra eco em pesquisadores deste quilate. Realmente, ainda há, especialmente no ensino superior, uma cultura de usar a avaliação como elemento potencializador da vaidade docente. Aquele colega professor que se gaba de reprovar em massa. Isso é bobagem. Do alto da Pós-Modernidade, na qual as certezas são tão difusas, não dá para manter a pose de detentor da Verdade.
Abraços a todos.

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