quarta-feira, 21 de novembro de 2018


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Síntese crítica

ISOTANI, Seiji et al. Estado da Arte em Web Semântica e Web 2.0: Potencialidades e Tendências da Nova Geração de Ambientes de Ensino na Internet. Revista Brasileira de Informática na Educação, Volume 17, Número 1, pp. 30-42, 2009.

- Por Alfons Heinrich Altmicks

O artigo representa um esforço acadêmico conjunto, entre professores das Universidades de Osaka, Japão[1], e das Federais de Alagoas[2], Maceió, e de Campina Grande[3], Paraíba. Embora seja um texto de 2009, os seus autores já apontam algumas tendências importantes, que marcariam a Educação a Distância (EAD), sobretudo nos últimos cinco anos: a adoção da web semântica muito particular para a EAD, baseada na fundição de repositórios, plataformas e linguagens de trocas de arquivos com a inclusão de web produtores de informações exteros (o que inclui a apropriação de conceitos recentes como o de Big Data e dos Chatbots); e a aproximação da EAD às estruturas típicas das redes sociais.

Essas tendências advieram na necessidade de quebrar com a estrutura disruptivas dos suportes de EAD, disponíveis na Internet. Com efeito, os autores advertem que, a despeito de utilizarem linguagens comuns, as plataformas de EAD possuem arquiteturas diferenciadas, o que impede a interação entre os esforços educativos. Com a adoção de uma web semântica própria e com a padronização de linguagens, as mais variadas plataformas de EAD podem dialogar, na medida em que estabelecem princípios e critérios comuns, quais sejam: padronização dos papeis de usuários; flexibilização (e padronização) dos recursos educacionais e das interfaces; adoção de ontologias que permitam o surgimento de suportes estruturais inteligentes.

Paralelamente, os autores apontam as transformações ocorridas na maneira com que os usuários da EAD se apropriam das – e produzem as – informações da Rede, após o advento da Web 2.0. Em substituição ao modelo consumo passivo das informações, agora os usuários colaboram e interagem, entre si, no sentido de construir coletivamente o conhecimento. Este fenômeno dá origem à chamada “Inteligência acumulada”, que representa o crescimento exponencial, não apenas da informação, mas da própria produção de conhecimento na Rede.

Nesse processo, os usuários da EAD, na Web 2.0, valem-se de algumas ferramentas facilitadoras do processo de ensino e aprendizagem: os Wikis, páginas coletivas, que podem ser editadas e alimentadas por todo os usuários; os sites de compartilhamento de linguagens (a exemplo do YouTube, para vídeos, e do Flickr, para fotos); as redes sociais, que potencializam a interconexão entre os usuários.

Por fim, os autores apontam para as transformações que ocorrerão, com o surgimento iminente da Web 3.0. Se com a Inteligência acumulada, o conhecimento pode ser engendrado, ampliado e transformado coletivamente, com a Web 3.0, a tendência é que a inteligência passe a ser “coletivizada”, ou seja, o conhecimento será dialógico, não apenas no horizonte da sua produção, ampliação e utilização, pelos usuários da rede, mas também no nível da interação desses usuários com a própria Rede (tanto quanto da Rede para com eles, os usuários). Os autores advertem: “[...] a informação criada por um grupo de pessoas poderá gerar ‘conhecimento’ que será utilizado por outras pessoas e por sistemas inteligentes para facilitar a produção de mais conhecimento”. (ISOTANI et al, 2009, p. 39).

Os autores concluem, afirmando o objetivo do artigo, qual seja, delinear o panorama da utilização da Rede, naquele momento (ano de 2009). Por fim, afirmam a sua fé nas transformações ocorridas na Rede e nutrem a esperança de que estas transformações potencializem a EAD.



[1] Riichiro Mizoguchi e Seiji Isotani.
[2] Evandro Costa e Ig Ibert Bittencourt.
[3] Ig Ibert Bittencourt.

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