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Síntese da Teoria da
Presença Transacional
- Por Alfons Heinrich Altmicks
Concebida por Namin Shin, a Teoria da Presença Transacional
advoga a ideia de que, na Educação a Distância, a aprendizagem acontece muito
mais por conta da relação que se estabelece entre professores, alunos e
instituição do que, exatamente, pela interrelação entre os mesmos. Ao frisar a
“relação”, Shin carrega para o campo da afetividade e da ética – no seu sentido
etimológico: do grego: ethos, conduta
– as questões que envolvem a aprendizagem à distância, substituindo o lastro
sociointerativista, contido na ideia de “interrelação”. Da sua perspectiva,
para a EAD, a “relação”, o importar-se, o estar presente ao aprendizado do
outro, é mais importante do que a “interrelação”, que supõe as trocas
intelectuais e informacionais.
Para a autora, a ideia de relação está para além da
presença do outro em conectividade e do sentimento de companheirismo que se
estabelece entre alunos e professores na EAD; é um amálgama composto de
absoluta disponibilidade ao outro e do sentimento de pertencer ao grupo de
aprendizagem recíproca e engajar-se nele. É disso que brota o seu conceito de
“presença transacional”, em cuja epistemologia, cabem a Psicologia Social de
Pinchon Rivière, a Teoria da Investigação de John Dewey e até o Construtivismo
piagetiano.
À guisa de vantagens da Presença transacional, Shin advoga:
a) a possibilidade de identificar o vínculo subjetivo entre os
alunos e os demais implicados na relação pedagógica, da Educação a Distância;
b) a capacidade de ultrapassar o conceito de interação, posto
que o seu foco é a percepção das relações subjetivas e o universo interior dos
estudantes;
c) o auxílio que pode dar à compreensão de fenômenos
recorrentes na Educação a Distância, tais como o isolamento, o distanciamento
psicológico etc.
Finalmente, Shin acredita que há significativas mudanças nos tipos de relação que os alunos da EAD realizam, sobretudo em comparação ao que ocorre no ensino presencial. Na relação aluno-professor, há uma tendência ao respeito recíproco e à igualdade entre ambos, posto que o conhecimento é construído colaborativamente; na relação entre aluno e aluno, existe uma solidificação de elos de solidariedade e auxílio mútuo, posto que se tornam entes de aprendizagem, entre si; na relação aluno-instituição, são introduzidos elementos de metaensino, pois a instituição não apenas deve ensinar as teorias vigentes, mas, também, é fundamental que demonstre como organizar os conhecimentos da EAD, de maneira a atingir a aprendizagem significativa.
Referência
PRETI, Orestes. Educação
a distância: fundamentos e políticas. Cuiabá: EdUFMT, 2009. Disponível em http://goo.gl/c40FS7
Acesso em: 23 nov. 2017.

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