sexta-feira, 16 de novembro de 2018


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Síntese da Teoria da Presença Transacional
                                                                                  
- Por Alfons Heinrich Altmicks
Concebida por Namin Shin, a Teoria da Presença Transacional advoga a ideia de que, na Educação a Distância, a aprendizagem acontece muito mais por conta da relação que se estabelece entre professores, alunos e instituição do que, exatamente, pela interrelação entre os mesmos. Ao frisar a “relação”, Shin carrega para o campo da afetividade e da ética – no seu sentido etimológico: do grego: ethos, conduta – as questões que envolvem a aprendizagem à distância, substituindo o lastro sociointerativista, contido na ideia de “interrelação”. Da sua perspectiva, para a EAD, a “relação”, o importar-se, o estar presente ao aprendizado do outro, é mais importante do que a “interrelação”, que supõe as trocas intelectuais e informacionais.

Para a autora, a ideia de relação está para além da presença do outro em conectividade e do sentimento de companheirismo que se estabelece entre alunos e professores na EAD; é um amálgama composto de absoluta disponibilidade ao outro e do sentimento de pertencer ao grupo de aprendizagem recíproca e engajar-se nele. É disso que brota o seu conceito de “presença transacional”, em cuja epistemologia, cabem a Psicologia Social de Pinchon Rivière, a Teoria da Investigação de John Dewey e até o Construtivismo piagetiano.

À guisa de vantagens da Presença transacional, Shin advoga:

a)    a possibilidade de identificar o vínculo subjetivo entre os alunos e os demais implicados na relação pedagógica, da Educação a Distância;
b)    a capacidade de ultrapassar o conceito de interação, posto que o seu foco é a percepção das relações subjetivas e o universo interior dos estudantes;
c)    o auxílio que pode dar à compreensão de fenômenos recorrentes na Educação a Distância, tais como o isolamento, o distanciamento psicológico etc.

Finalmente, Shin acredita que há significativas mudanças nos tipos de relação que os alunos da EAD realizam, sobretudo em comparação ao que ocorre no ensino presencial. Na relação aluno-professor, há uma tendência ao respeito recíproco e à igualdade entre ambos, posto que o conhecimento é construído colaborativamente; na relação entre aluno e aluno, existe uma solidificação de elos de solidariedade e auxílio mútuo, posto que se tornam entes de aprendizagem, entre si; na relação aluno-instituição, são introduzidos elementos de metaensino, pois a instituição não apenas deve ensinar as teorias vigentes, mas, também, é fundamental que demonstre como organizar os conhecimentos da EAD, de maneira a atingir a aprendizagem significativa.

Referência

PRETI, Orestes. Educação a distância: fundamentos e políticas. Cuiabá: EdUFMT, 2009. Disponível em http://goo.gl/c40FS7 Acesso em: 23 nov. 2017.

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