terça-feira, 20 de novembro de 2018

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Educação à Distância e dinâmicas pós-modernas

- Por Alfons Heinrich Altmicks

O fenômeno da Educação à Distância, ao contrário do que comumente se concebe, não é recente, no Brasil. Herdeira e portadora de uma Educação deficitária, a República Brasileira, desde o seu início, lançou mão de dispositivos correcionais (paliativos, evidentemente) de maneira a justar a sua oferta educacional às demandas do processo de industrialização implantado no país. Assim, sempre que um veículo de comunicação em larga escala era inaugurado em solo brasileiro, rapidamente incorporava-se ao arsenal educacional mantido pelo Estado. Isto ocorreu com o rádio, com o jornalismo, com os Correios, com a televisão e, mais recentemente, com a Internet.

Há inúmeras formas de se avaliar os impactos que a Educação à Distância teve (e tem) sobre a Educação brasileira. Nesta pequena reflexão, adotou-se o viés da linguagem dos veículos. Sobre a natureza dos veículos de comunicação em larga escala tradicionais (ditos hierárquicos), como a TV, o rádio, o jornal, os Correios, a sua contribuição para a Educação foi, historicamente, irrelevante. Posto que a configuração das suas linguagens não favoreceu os processos de ensino/aprendizagem. São meios que, no máximo, permitem a assimilação de conteúdos. Entretanto, o mesmo não ocorre com a Internet, cuja concepção traduz a estrutura não-hierárquica (ou seja, interativa) do diálogo humano. A linguagem deste veículo exige uma postura participativa e colaborativa do seu usuário, o que auxilia sobremaneira os processos educacionais. Este veículo, por conta da sua natureza e linguagem, promove a construção coletiva e aberta do saber.

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