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Educação à Distância e dinâmicas pós-modernas
- Por Alfons Heinrich Altmicks
O fenômeno da Educação à Distância, ao contrário do
que comumente se concebe, não é recente, no Brasil. Herdeira e portadora de uma
Educação deficitária, a República Brasileira, desde o seu início, lançou mão de
dispositivos correcionais (paliativos, evidentemente) de maneira a justar a sua
oferta educacional às demandas do processo de industrialização implantado no
país. Assim, sempre que um veículo de comunicação em larga escala era
inaugurado em solo brasileiro, rapidamente incorporava-se ao arsenal
educacional mantido pelo Estado. Isto ocorreu com o rádio, com o jornalismo,
com os Correios, com a televisão e, mais recentemente, com a Internet.
Há inúmeras formas de se avaliar os impactos que
a Educação à Distância teve (e tem) sobre a Educação brasileira. Nesta pequena
reflexão, adotou-se o viés da linguagem dos veículos. Sobre a natureza dos
veículos de comunicação em larga escala tradicionais (ditos hierárquicos), como
a TV, o rádio, o jornal, os Correios, a sua contribuição para a Educação foi,
historicamente, irrelevante. Posto que a configuração das suas linguagens não
favoreceu os processos de ensino/aprendizagem. São meios que, no máximo,
permitem a assimilação de conteúdos. Entretanto, o mesmo não ocorre com a
Internet, cuja concepção traduz a estrutura não-hierárquica (ou seja, interativa)
do diálogo humano. A linguagem deste veículo exige uma postura participativa e
colaborativa do seu usuário, o que auxilia sobremaneira os processos
educacionais. Este veículo, por conta da sua natureza e linguagem, promove a
construção coletiva e aberta do saber.

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