segunda-feira, 19 de novembro de 2018

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Equipes multidisciplinares

- Por Alfons Heinrich Altmicks

Em certa medida (e guardadas as diferenças fundamentais entre as concepções), é possível arriscar a opinião de que, em se tratando da sua fisiologia, a Educação Superior presencial e a Educação à distância concebem a existência das equipes multidisciplinares, como quesito essencial para a consecução dos seus objetivos. Senão, veja-se: Na Academia, há o professor, que ministra a disciplina e se responsabiliza pela construção do conhecimento; há o secretário de classe, que faz as vezes do tutor; e há a equipe técnica, que dá o suporte ao processo. O que muda, talvez, seja a acústica (ou a extensão) da proposta. Além disso, para que a Educação à Distância funcione, há que se atentar para a necessidade de interatividade (base de toda relação de aprendizagem mediada pela Rede Mundial de computadores). Interatividade, não somente entre a equipe multidisciplinar e o discente, mas, sobretudo, entre os membros da equipe multidisciplinar. Entenda-se “Interatividade” como a capacidade de se alterar a mensagem na fonte emissora. Assim, para que a proposta de Educação à distância dê certo, é preciso que haja uma intensa troca (de conteúdos, de impressões, de experiências) entre os setores/atores que compõem a equipe multidisciplinar, de forma que um complemente e corrija as carências e omissões do outro. Enfim, a Educação à Distância aponta para a elaboração coletiva dos processos educativos, nesse sentido, somente atuando de maneira dialética as equipes multidisciplinares podem contribuir efetivamente para a construção do saber.

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