segunda-feira, 29 de outubro de 2018

                                Fonte: https://pixabay.com/pt/estudante-mulher-inicializa%C3%A7%C3%A3o-849821/

Educação, novas tecnologias e subjetividade

- Por Alfons Heinrich Altmicks

A educação, na contemporaneidade, é marcada por uma certa difusão dos agentes educativos. A formação do ser humano da pós-modernidade — ou Modernidade em Crise, como pretendem alguns — finca-se sobre um volume excepcional de informações, extraídas dos mais variados contextos: grupos de ambiência, estabelecimentos de ensino, meios de comunicação de massa, instituições sociais tradicionais ou recentes... De fato, nunca, em toda a sua História, o homem teve tanto acesso à informação. Nesse contexto, não é de se estranhar que a educação informal tenha atraído sobre si as atenções da Pedagogia, sobretudo no que se refere à sua relação com as tecnologias da educação — Especialmente, as mídias eletrônicas e os recursos multimídia.

O uso pedagógico do rádio e da TV e dos recursos multimídia e da internet parece representar uma tendência fortíssima nos dias atuais. Primeiro pelo baixo custo que representa para o Estado ou para as Instituições de ensino; depois, por conta da agilidade e da facilidade com que atinge aos educandos. Certamente, o uso das mídias eletrônicas como instrumento pedagógico não é nenhuma novidade. Já nos anos 30, Anísio Teixeira, o eminente educador baiano, já experimentava o Rádio como veículo de cultura e formação. A grande diferença entre essas propostas formais, que estiveram presentes na mídia durante todo o Século XX, e os novos usos dados a ela talvez seja a ênfase na informalidade: hoje, passa-se conteúdo em forma de bate-papo, de conversa corriqueira, sob a aparência de cenas cotidianas, veiculadas como teleficção. A questão parece estar centrada no potencial dos backgrounds e das narrativas midiáticas para formar consciências, constituindo-se num agente pedagógico de excelência.

Nesse contexto, a Educação ainda tenta entender o papel das novas tecnologias da informação na sua área. Ainda se encontra, em muito, na perspectiva da crítica à Comunicação de Massa. É muito comum encontrar quem ainda teça a seguinte consideração: “Ah! Essa garotada não gosta de ler! Vamos formar uma geração de analfabetos!”. Na verdade, as novas gerações realizam uma leitura, sim, porém cada vez mais distanciada da leitura tradicional linear. O mesmo estranhamento que os mais antigos sentem em relação ao mosaico; os mais novos — formados na televisão e no rádio — sentem em relação à escrita convencional. Evidentemente, a escrita linear é importantíssima para a perpetuação do conhecimento, mas não adianta forçar às novas gerações um exercício que contradiz em tudo a sua subjetividade, formada na era da eletrônica.

À guisa de exemplo, tome-se o presente curso, de Educação e novas tecnologias, promovido pela ESAB. O que parece ser um diferencial formidável sobre as demais propostas é o fato de que o curso da ESAB utiliza como recurso pedagógico vários suportes e formatos de tecnologia da informação. Assim, tem-se, além da leitura linear dos módulos, vídeos, chats e foruns, onde a interatividade é a tônica.

Para saber mais sobre o assunto, pode-se consultar o blog de Rosa maria Torres (http://vecam.org/article644.html) e o blog "Conversa de elefante" (http://editoraelefante.wordpress.com/2009/07/24/a-educacao-na-sociedade-de-informacao/)

Nenhum comentário:

Postar um comentário