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Educação, novas tecnologias e subjetividade
- Por Alfons Heinrich Altmicks
A educação, na contemporaneidade, é marcada por uma
certa difusão dos agentes educativos. A formação do ser humano da
pós-modernidade — ou Modernidade em Crise, como pretendem alguns — finca-se
sobre um volume excepcional de informações, extraídas dos mais variados
contextos: grupos de ambiência, estabelecimentos de ensino, meios de
comunicação de massa, instituições sociais tradicionais ou recentes... De fato,
nunca, em toda a sua História, o homem teve tanto acesso à informação. Nesse
contexto, não é de se estranhar que a educação informal tenha atraído sobre si
as atenções da Pedagogia, sobretudo no que se refere à sua relação com as
tecnologias da educação — Especialmente, as mídias eletrônicas e os recursos multimídia.
O uso pedagógico do rádio e da TV e dos recursos
multimídia e da internet parece representar uma tendência fortíssima nos dias
atuais. Primeiro pelo baixo custo que representa para o Estado ou para as
Instituições de ensino; depois, por conta da agilidade e da facilidade com que
atinge aos educandos. Certamente, o uso das mídias eletrônicas como instrumento
pedagógico não é nenhuma novidade. Já nos anos 30, Anísio Teixeira, o eminente
educador baiano, já experimentava o Rádio como veículo de cultura e formação. A
grande diferença entre essas propostas formais, que estiveram presentes na
mídia durante todo o Século XX, e os novos usos dados a ela talvez seja a
ênfase na informalidade: hoje, passa-se conteúdo em forma de bate-papo, de
conversa corriqueira, sob a aparência de cenas cotidianas, veiculadas como
teleficção. A questão parece estar centrada no potencial dos backgrounds e das
narrativas midiáticas para formar consciências, constituindo-se num agente
pedagógico de excelência.
Nesse contexto, a Educação ainda tenta entender o
papel das novas tecnologias da informação na sua área. Ainda se encontra, em
muito, na perspectiva da crítica à Comunicação de Massa. É muito comum
encontrar quem ainda teça a seguinte consideração: “Ah! Essa garotada não gosta
de ler! Vamos formar uma geração de analfabetos!”. Na verdade, as novas
gerações realizam uma leitura, sim, porém cada vez mais distanciada da leitura
tradicional linear. O mesmo estranhamento que os mais antigos sentem em relação
ao mosaico; os mais novos — formados na televisão e no rádio — sentem em
relação à escrita convencional. Evidentemente, a escrita linear é
importantíssima para a perpetuação do conhecimento, mas não adianta forçar às
novas gerações um exercício que contradiz em tudo a sua subjetividade, formada
na era da eletrônica.
À guisa de exemplo, tome-se o presente curso, de
Educação e novas tecnologias, promovido pela ESAB. O que parece ser um
diferencial formidável sobre as demais propostas é o fato de que o curso da
ESAB utiliza como recurso pedagógico vários suportes e formatos de tecnologia
da informação. Assim, tem-se, além da leitura linear dos módulos, vídeos, chats
e foruns, onde a interatividade é a tônica.
Para saber mais sobre o assunto, pode-se
consultar o blog de Rosa maria Torres (http://vecam.org/article644.html)
e o blog "Conversa de elefante" (http://editoraelefante.wordpress.com/2009/07/24/a-educacao-na-sociedade-de-informacao/)

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