sábado, 27 de outubro de 2018

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Novas tecnologias na Formação de Jovens e Adultos

- Por Alfons Heinrich Altmicks

Quando se analisa a genealogia das políticas educacionais brasileiras, sobretudo no que se refere aos projetos de aceleração e de formação educacional para jovens e adultos, no Brasil, nota-se claramente que a benemerência e o altruísmo - típicos dos ideais e utopias da modernidade racionalista -, desde o primeiro momento, foram exilados de quaisquer iniciativas. A Educação brasileira foi fundada sob a égide da necessidade de se formar uma mão-de-obra gestora intermediária, para o tardio processo de industrialização do país. A Educação laica, universal e gratuita é um projeto republicano, que visou tão somente a implantação de um "know how", básico para aqueles que deveriam atuar na sua consecução. Um processo atabalhoado, e, talvez por isso mesmo, gerador de um eixo educacional igualmente atabalhoado. Afinal, modalidades educativas como a Aceleração e a Educação de Jovens e Adultos são indignas de qualquer iniciativa educacional comprometida com a formação de uma nação.

Nesse sentido, a adoção de tecnologias interativas para a Educação brasileira, especialmente no tocante à Aceleração a à EJA, apenas vem subscrever a farsa acintosa de que o Estado Brasileiro pode - ou mesmo pretende - formar pessoas, cidadãos, ou qualquer coisa que o valha. Ao que parece, as demandas produtivas foram substituída pela urgência de se obter índices positivos para as diversas instâncias do mesmo estado, face aos "rankings" nacionais e internacionais. Assim, a adoção do Ensino à Distância, independentemente, da sua natureza (regular ou Aceleração ou EJA), embora em princípio seja muito interessante, face à sociedade da informação, no caso brasileiro apenas reproduz políticas de uma concepção formalista e delirante, anterior ao próprio fenômeno. O entrave não pertence às TICs; mas ao conceito que se tem de Educação neste país.

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