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Novas tecnologias na Formação de Jovens e Adultos
- Por Alfons Heinrich Altmicks
Quando se analisa a genealogia das políticas
educacionais brasileiras, sobretudo no que se refere aos projetos de aceleração
e de formação educacional para jovens e adultos, no Brasil, nota-se claramente
que a benemerência e o altruísmo - típicos dos ideais e utopias da modernidade
racionalista -, desde o primeiro momento, foram exilados de quaisquer
iniciativas. A Educação brasileira foi fundada sob a égide da necessidade de se
formar uma mão-de-obra gestora intermediária, para o tardio processo de industrialização
do país. A Educação laica, universal e gratuita é um projeto republicano, que
visou tão somente a implantação de um "know how", básico para aqueles
que deveriam atuar na sua consecução. Um processo atabalhoado, e, talvez por
isso mesmo, gerador de um eixo educacional igualmente atabalhoado. Afinal,
modalidades educativas como a Aceleração e a Educação de Jovens e Adultos são
indignas de qualquer iniciativa educacional comprometida com a formação de uma
nação.
Nesse sentido, a adoção de tecnologias
interativas para a Educação brasileira, especialmente no tocante à Aceleração a
à EJA, apenas vem subscrever a farsa acintosa de que o Estado Brasileiro pode -
ou mesmo pretende - formar pessoas, cidadãos, ou qualquer coisa que o valha. Ao
que parece, as demandas produtivas foram substituída pela urgência de se obter
índices positivos para as diversas instâncias do mesmo estado, face aos
"rankings" nacionais e internacionais. Assim, a adoção do Ensino à
Distância, independentemente, da sua natureza (regular ou Aceleração ou EJA),
embora em princípio seja muito interessante, face à sociedade da informação, no
caso brasileiro apenas reproduz políticas de uma concepção formalista e
delirante, anterior ao próprio fenômeno. O entrave não pertence às TICs; mas ao
conceito que se tem de Educação neste país.

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